MEUS DADOS
N O M E: Jayme Barbarisi
F U N Ç Ã O: Cavaleiro de Navarra
P A S S A D O : 5Quenta
P R E S E N T E : Agora
F U T U R O : MiStErIo
A M O : Viver,Viver,Viver
R E C E I O : Hipocrisia, Mentiras, Políticos
D I V E R T I M E N T O : Sonhar e Pintar
Divertimento a sério : Trabalhar e Materializar
Inspiração :
Obra:Nu Blue IV - 1952 - HM
HENRI MATISSE
Ser igual é pretensão, inveja não cabe neste caso.
Admiração talvez seja a melhor definição de sentimento.
Henri Matisse é arte na sua mais pura forma.
Nos envolve e comove. Jazz. Recortes que são únicos.
Suas formas orgânicas nos remetem a imaginar.
Serão cavalos? Pessoas? Reis? Mulheres? Quais suas motivações?
Matisse buscou inspiração em outros, Arp, por exemplo, e nos vamos ao caminho, no mesmo caminho.
Sem pretensões, sem objetivos claros, somente exercícios de emoções e posteriormente formas e cores. Como ele mesmo pregava.
Um máster das cores!!
Nos ligamos em cima e em baixo. Pensamos, logo vem de cima corre nas veias e sai na ponta do pincel.
Mais brusco, com muito menos talento e vigor nos traços, mas esta saindo!!!
É o que importa!
È meu exercício de mundo interno é satisfação pura. Prazer. Minha essência.
Fico livre. Liberto a criança, sou anima por completo, vou traçando e lembrando, brincando com a mente do observador.
Ajusto o modelo e vou blogando também, brincando e desafiando o navegador ou navegadora.
É bom estar aqui!!!
É muito bom ter você aqui !!!
Matisse e você.
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M A D R I D
Para não esquecermos que um dia teremos que parar...
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Ensaios de arte no Blog

Sonhos
Autor – Jayme Barbarisi
Aquarela
23x31 / 9”x12 ¼”
300 g/m2 – 140 lbs
Grão fino – sem ácido.
Escrito por Jayme Barbarisi às 18h45
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A liberdade de expressão e os Porcos.
Eles já não agüentavam os maus tratos dos humanos. Um dia eram os cavalos obrigados a puxar cargas com pesos acima do que podiam. Não alimentavam as pobres aves e as deixavam confinadas em minúsculos espaços, sem acesso ao sol. E os porcos !! Ficavam nas latrinas que não foram eles que criaram, com as patas sempre em contato com a lama úmida e fria. Assim os humanos tratavam os animais em geral.
Um dia, indignados com a situação, resolveram montar um projeto de reversão da situação. Os porcos tomaram à frente, como pensadores e estrategistas.
Foi um processo longo , dias e noites de discussão do que deveria ser feito.
Durante o processo, os animais perceberam, que os homens eram vulneráveis para com as idéias de terceiros, principalmente as idéias destacadas nos jornais, revistas e livros. Por terem o domínio da linguagem escrita e falada, os humanos podiam mudar as idéias de outros, através de artigos ou matérias escritas.
Imediatamente os porcos, começaram a colocar em prática o desenvolvimento de textos, até irresponsáveis e muitos sem fundamentos, nos jornais locais, criando uma realidade nova para os humanos e convertendo muitos deles para a causa dos animais. Enquanto os humanos se dividiam e ficavam a discutir as novas idéias, os animais montavam seu plano de conquista do poder.
Chegou o grande dia e a fazenda foi tomada, expulsando os humanos e alguns até faleceram. Aboliram a bandeira em cores da mata, do céu e do sol. Passaram sem consultar o povo a usar a cor vermelha de sangue. Até uma grande estrela vermelha foi pintada no chão da pocilga, para marcar território.
Nova ordem instalada e uma série de medidas foram tomadas.
Um dia os porcos que cuidavam das grandes estratégias, pensaram.
Agora que nós os animais aprendemos a escrever e ler, temos um perigo pela frente. Imagine se os humanos que sobraram, começam a escrever textos que possam mudar a forma de pensar dos cavalos e das vacas, que tem força e altura por exemplo, o que pode acontecer ?
Imagine se as galinhas e patos que podem voar, mudarem de idéia sobre a nossa administração. O que pode acontecer ? E assim com todos os outros animais.
Com certeza iremos correr o risco de sermos fragilizados pela própria arma que criamos. Mais do que isto, e se tivermos textos desenvolvidos de forma irresponsável e mentirosa como nós fizemos no passado, por escritores, jornalistas, companheiros da nossa causa ?
Aí, na calada da noite, em uma reunião onde só os porcos participaram, definiram que no novo mundo dos animais, estavam proibidos jornais, revistas, livros, pois estes instrumentos podem alterar a forma de pensar de outros.
Animais não sabem ler e escrever, isto é coisa dos humanos, logo, desnecessário no novo governo dos bichos.
E assim termina um dos episódios da Revolução dos Bichos, intitulado.
A liberdade de expressão e os Porcos.
Moral da história.
Não existem humanos nem animais, existem os que estão com o poder, e existem os que buscam o poder.
O resto ? O resto é somente pagador de impostos, só isto. !!
Escrito por Jayme Barbarisi às 18h05
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Me desculpe meus amigos, o post desta semana não merece uma pintura, a situação é uma pintura, de uma única cor, portanto imagens se fazem desnecessárias.
R E A L I D A D E
O que é a realidade ?
O que é real ou irreal? O que é a percepção da realidade ?
No início tudo era muito simples. Elementos sofisticados, mas simples na sua essência, perto do modelo do projeto do arquiteto criador.
A terra, as águas com sua dualidade do doce e do salgado, as plantas, os desertos originais e o incrível processo de sobrevivência dos elementos que ali habitam, sejam homens, camelos, répteis, que, também na dualidade do sol e da lua que oferecem calor e frio e ambos tem seu papel dentro de uma realidade fácil de ser determinada.
As montanhas e sua incrível postura. As nuvens e seus movimentos que nos encantam, tudo muito fácil de se ter à resposta, se é real ou não.
Ao pegar uma pedra no chão e carinhosamente sentir seu contorno, sua temperatura, seu peso, sua textura, podemos com nossos incríveis sentidos, identificar sua realidade dentro do contexto do que é real.
Todos elementos acima destacados, passam a ter forma e cores através do elemento essencial luz. Sem ela estamos nas trevas e estando nesta situação acabamos pôr não enxergar a realidade, embora os elementos que destaquei estão presentes e são reais.
Assim é o processo que o arquiteto criador imaginou e materializou. Com o passar dos milênios o homem passa a interferir neste processo, faz parte do seu sistema de sobrevivência e também temos que aceitar e entender o que ocorre.
Hoje em pleno século 21, o grande desafio não é ir a marte, nem usar a ciência para solucionar as questões do meio ambiente, ou de encontrar caminhos pavimentados para a própria sustentabilidade dos humanos no planeta azul.
O grande desafio é identificar o que é real ou não. O homem com sua capacidade de mudar e contornar situações, agora cria percepção de uma realidade usando dos mecanismos da mídia. Neste processo onde o homem se tornou o que é, em função do domínio da linguagem escrita e falada, agora usa destas ferramentas para controlar os menos iluminados e favorecidos.
Neste processo para buscar e se manter no poder, homens e partidos, todos sem exceção, criam percepções que estão à frente da mentiras .
Somos atacados por cores de alta freqüência como o vermelho por exemplo, símbolos de astros são utilizados para criar a imagem e relacionamento com o céu, ironizando uma força divina. E assim vamos.
Sem conhecimento da filosofia, da história, grande parte dos humanos que estão nas trevas, é enganada e como um bando de animais em fila, que mal conseguem ser atendido em suas necessidades básicas, são alimentados com esperança, contribuindo com seu aval, onde o que menos importa é sua condição de exercer seu livre arbítrio e de não ser passageiro de sua própria vida.
E assim vão sendo direcionados para a vida, dentro de uma realidade que não existe. A realidade dos sonhos e da esperança. Sonham e são alimentados pelas percepções criadas pelos sórdidos manipuladores da “propaganda” a serviço de uma corja de interessados e comprometidos com tudo.
Menos com a realidade de um povo ou de um país.
Triste Realidade.
Escrito por Jayme Barbarisi às 10h54
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Jardineiro de Almas
Autor – Jayme Barbarisi
Aquarela
23x31 / 9”x12 ¼”
300 g/m2 – 140 lbs
Grão fino – sem ácido.
Pego-me com as mãos em trabalho, em contato com a terra.
Atividade simples de cuidar de uma das principais obras de Deus, nossas irmãs de convivência por aqui.
O processo é sempre o mesmo, abrir a fenda e com carinho colocar a semente com muito amor no ventre da mãe terra e após cobrir com carinho e esperança, desejando que esta nova planta vá vingar.
Existe um tempo para tudo e para todos e com este processo a situação não varia.
Depois de cumprida esta etapa, passamos a controlar de forma diária o desenvolvimento daquela semente plantada com tanto carinho.
Molhamos para que a água nosso componente vital de vida, que faz do planeta terra azul e tão diferente de outros. Jogamos sobre a terra, a quantidade suficiente para formar aquela nova criatura que logo estará por aparecer.
Um pouco mais à frente, surpresos e felizes, comemoramos o brotar desta nova vida. Seu verde claro, se destaca da cor escura da terra, criando um contraste que encanta nossos olhos e ilumina a nossa alma.
Um pouco mais à frente o tempo passa e vamos acompanhando o desenvolvimento deste filho. Uma podada aqui, uma limpeza de caule lá e vamos indo, observando e contornando o seu crescimento. Um belo dia sai às flores na primavera e um pouco mais à frente as sementes.
Este processo de vida encantador, não terá fim. Estaremos com aquela árvore ao nosso lado e irá trazer lembranças, da primeira sombra, da primeira folha, da primeira fruta, da primeira primavera e também da perda das folhas no primeiro outono.
Este ciclo se repete de forma similar há milênios e assim vamos em constante processo de evolução.
Os filhos de verdade, têm similar processo de desenvolvimento.
Passamos a vida como jardineiros destas almas, orientando seu tratado de virtudes, de forma que não existam exageros no uso da coragem, ou excessos nos excessos.
Cuidar destas almas é nosso ofício.
Nossa esperança é que possam enfrentar as estações da vida, Primavera, Verão , Outono e Inverno desfrutando com prazer de todas, mas em especial á última, o Inverno.
Escrito por Jayme Barbarisi às 12h17
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Pastor de Estrelas – VillaFranca Del Bierzo
Olhando para o céu Compostelano, vejo com nitidez o brilho de luz que emana das estrelas. Pergunto-me, com qual delas devo me conectar?
Em qual delas devo buscar a luz que aqui vim buscar?
Qual delas é minha parte celeste.
Olho para os céus e peço que esta luz apareça rápido.
Fui ensinado desde criança, que as respostas estavam no céu, e me pego neste início de trajetória com esta crença e fé, assim como a grande maioria dos mortais.
Ao rolar dedos sobre o terço que seguro firme em minhas mãos opacas, sinto meus dedos firmes sobre um nó contador. De forma automática, meus olhos se viram para o céu, e para ele peço, e para ele rogo minhas preces, como o fiz, principalmente nos momentos de desespero e aflição.
Um pouco mais à frente, vou me desgastando fisicamente, e meu cérebro funcionando agora um pouco mais com a mente. Estes dois elementos que se mesclam, no passado pensei que eram um só.
Os pés agora só sofrem, é minha terceira parte que no embate das partes mais nobres, a que menos participa e a que mais trabalha no momento.
Passo pela prova do fogo, do calor do chão e do sol e olhando com um pouco mais de atenção, noto sinais de luz que agora se pronunciam em minhas mãos.
Mais à frente ainda, passo pela prova das águas, e quando lavo meus pés nos riachos, que um dia um outro peregrino chamou de rio piedras, noto que ao me lavar, meus pés passaram a emitir luz também.
E assim sigo meu caminho. Vou lavando minha alma e deixando aparecer o que estava encoberto por uma grossa camada de papéis e sentimentos menos importantes.
A cada passo e a cada momento de reflexão solitária, vou descobrindo quem sou na verdade. De forma concomitante, meu corpo assume a forma de uma estrela e de dentro dela sai à luz que eu pensava obter de fora.
Estou agora na porta do Cebreiro.
Será amanhã, um dia difícil e todos falam das dificuldades desta etapa. Meu corpo à noite em Villafranca Del Bierzo é tomado de coloração alva e sou fluorescente. Meus parceiros foram para outro albergue, estou só e amanhã vou caminhar com duas outras almas especiais, coisas do caminho. No silêncio do descanso no albergue, brilho com meus pensamentos e não necessito de lanternas, velas ou outro meio externo para ver e sentir o que sou.
Não é uma luz que os outros possam ver, nem tampouco uma luz que aparece do nada. A claridade é interna, e me pego vendo e enxergando tudo por dentro, onde outrora era pura escuridão, insegurança, desconhecimento, soberba, papéis e muita, mas muita percepção.
Tenho certeza que a conexão com minha estrela universal e minha integração universal está já por ocorrer.
Mais do que nunca,minha crença e fé ficam mais fortes, agora invertidas de posição. Tenho aqui no meu plano a luz que sonhava.
Estou quase completo, estou resgatado e assumo a forma de humano que havia esquecido.
Sou luz.
Faço parte do céu Compostelano, encontrei minha parte celeste.
Sou vida, estou limpo e sei quem sou e o que devo fazer.
Não sou mais uma estrela caída e perdida. Faço parte de um rebanho delas.
Mais do que isso, sou um novo pastor.
Pastor de estrelas, que ordena e dá luz também.
Escrito por Jayme Barbarisi às 10h57
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O homem que me confundiu com Cristo
Paro sob a única sombra do dia.
Retiro minhas botas e remendo as chagas do meu pé direito castigado. No silêncio percebo a chegada de um homem de idade que me pede licença para parar sentar e falar. Ofereço a sombra e uma única pedra para sentar.
Conta casos e motivos para flagelar pés no duro solo de pedras espanholas.
Ele é basco, deve ter mais de 65 anos e me conta em segredo os motivos da empreitada.
Tratado o pé, me levanto e volto ao caminho, agora mais lento , pois acompanho o homem de idade.
Ao final do dia, chego à porta do albergue para o merecido descanso.
O homem me olha, ajoelha aos meus pés e declara ser eu a figura de Jesus Cristo. Sem fala e sem o total entendimento da situação, só me restou colocar a mão sobre a cabeça daquele homem e lhe desejar paz interior. Entrei no albergue e ele se foi ,e eu nunca mais o encontrei.
No dia a dia, o que podemos no mínimo fazer, é escutar os mais necessitados dando-lhes ouvidos para a fome de aliviar as aflições com respeito aos conflitos entre a mente e o espírito.
Faz-se o caminho ao caminhar, se faz à fraternidade com a disposição de se doar. Ou com pão, ou com vinho, antes de qualquer coisa com o estender das mãos.
Oremos pelas pessoas que estão presas no desespero.
No mínimo escutai as suas preces, no máximo relevai as ofensas que proferem, ou os maus sentimentos que oferecem.
Escrito por Jayme Barbarisi às 16h28
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Cavaleiros
Autor – Jayme Barbarisi
Aquarela
23x31 / 9”x12 ¼”
300 g/m2 – 140 lbs
Grão fino – sem ácido.
Almas que vagam nos Caminhos Sagrados.
Corpos que gastam pés e se preocupam com a humanidade .
Mentes que trabalham para o desenvolvimento do conhecimento.
Quem serão estes nobres humanos, que falam em ética, moral e combate aos vícios.
Cavaleiros.
Quem são ?
Porque existem ?
Mas existem !!!!
Escrito por Jayme Barbarisi às 14h24
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